5 coisas que você deve saber sobre quem criou o código de ética do administrador

Talvez você tenha chegado até este artigo porque esteja fazendo um trabalho de faculdade sobre quem criou o código de ética do administrador.

Ou talvez você esteja procurando informações sobre o código de ética para embasar alguma defesa em processo trabalhista.

Independente do motivo a leitura deste artigo te dará uma visão geral sobre questões importantes que deveríamos saber sobre quem criou o código de ética do admistrador.

Vamos a elas:

O que eu deveria saber sobre quem criou o código de ética do administrador?

1. Se são administradores.

Se o Código de Ética dos Administradores, como o nome já diz, foi feito pra administradores é interessante que tenha sido pensado, formulado e aprovado por administradores.

Não importa o tamanho da empresa, do Conselho ou da Categoria Profissional, os únicos que saberão suas necessidades e o delicado equilíbrio de suas relações interpessoais são os próprios envolvidos.

2. Se são pessoas éticas e responsáveis

Ninguém aceitaria um código de ética preconizado por pessoas sabidamente anti-éticas ou de má reputação.

Seria o caso típico de: faça o que que digo e não o que eu faço.

Rapidamente esse Código de Ética estaria fadado ao fracasso.

Questionamentos viriam de todos os lados, e com razão.

Afinal como ter as diretrizes éticas do convívio e posturas da profissão decididos por pessoas nas quais não confiamos?

3. Se são autoridades constituídas pelos administradores

Agora, sejamos sinceros, não importa o quão honesta, ética e profissional seja uma pessoa, se ela não for considerada uma autoridade no meio dos administradores dificilmente terá voz ativa para definir o Código de Ética.

O que nos leva a outra questão sobre quem escreveu o código de ética dos administradores, o nível de autoridade que eles possuíam diante da classe.

Que a opinião de todo os administradores deveria ser ouvida, isso é fato.

Em 1969, quando foi instituído o primeiro Código de Ética dos administradores, era um pouco mais complicado consultar a opinião dos profissionais da área.

Mas com a tecnologia presente hoje isso se tornou uma tarefa muito mais fácil.

Que fosse por meio de consulta, votação, não importa, mas, os profissionais registrados nos Conselhos de Administração deveriam ser consultados sobre as mudanças a serem feitas no Código de Ética do Administrador.

Para que essas opiniões sejam ouvidas é necessário que representantes reconhecidos da categoria iniciem o processo de consulta.

Apenas pessoas com autoridade plena diante da categoria dos profissionais da administração teriam autonomia para direcionar a criação do Código de ética (1969), quanto reformulá-lo (1979, 1992, 2001, 2008, 2010 e 2018).

A responsabilidade de criar ou alterar o Código de Ética dos Administradores estará sempre nas mãos de autoridades votadas/escolhidas pelos próprios administradores.

Esse fato nos chama a atenção para a seriedade das eleições para a definição dos representantes dos CFA/CRA, mas, isso é assunto para outro artigo.

4. Se conhecem a realidade do mundo da administração.

Esse tópico é muito simples, não há como definir comportamentos e diretrizes para o exercício da profissão sem conhecer a realidade em que os profissionais estão inseridos.

Esse é um dos fatores pelos quais a consulta aos profissionais de administração é fundamental.

As mudanças ocorrem em velocidades cada vez maiores na sociedade, e assim como qualquer outro conceito, o conceito de ética também deve ser reavaliado.

Isso não significa que para atender as demandas da modernidade se abrirá mão de tudo o que se considera ético e bom.

Apenas, que, o que se considera ético e bom, precisa ser sempre revisto com a finalidade de atender as complexas demandas de uma sociedade em constante transformação.

5. O que motivou a alteração o código

Alguns pensamentos que embasam a noção ou o conceito de ética são considerados filosóficos.

Filosofia a parte, a ideia central de quem criou o código de ética do administrador foi atualizar os deveres de conduta dos profissionais de Administração para atender as exigências da atualidade.

E por esse motivo, cerca de 90% do Código foi alterado na nova versão de 2018.

Ainda há outras duas perguntas importantes sobre quem criou o código de ética dos administradores:

  • Eles cumprem o que escreveram?
  • Como que eles pensaram em supervisionar se esses códigos estão mesmo sendo cumpridos?

É claro que todos nós, administradores, queremos que nosso código de ética seja cumprido por todos os profissionais de nossa categoria.

E que esse código de ética não exista apenas no papel.

Para isso, devemos cumprir com nossa responsabilidade diária de seguir o determinado no código de ética do administrador.

Mas, devemos também fiscalizar se nossos representantes e colegas de classe fazem o mesmo.

Para termos representantes de CFA/CRA que atendam as regras de nosso código de ética devemos fiscalizar suas ações.

Acompanhar de perto suas deliberações, as lutas em nome da classe, a que objetivos defendem e a que custo lutam por eles.

E para termos um mercado competitivo, mas, íntegro e ético, devemos denunciar qualquer comportamento ou estratégia que esteja em conflito com o código de ética.

Não importando quem esteja envolvido ou o que se ganhará ou se perderá com isso.

A verdade é que, após uma consulta extensa sobre quem criou o código de ética do administrador quase nada é encontrado.

Nossa equipe de redatores entrou em contato direto com o CFA para obter informações sobre  quem criou o código de ética do administrador.

Pedimos informações como carreira, histórico, formação e etc, mas, não obtivemos nenhuma resposta.

Dessa forma, para a escrita deste artigo, colocamos em prática dois valores fundamentalmente presentes em nossa sociedade:

  • Valor da confiança – quando a certeza que você tem é o comportamento de alguém.

Quando confiança refere-se ao comportamento de alguém, ela se torna um valor ético.

É a certeza de que alguém agirá de determinada forma ou cumprirá determinado combinado que define o valor de confiança.

Um exemplo simples é a relação de confiança entre um casal.

A confiança só existe porque um cônjuge acredita que o outro agirá da forma que ele espera mesmo sem uma comprovação prévia.

Mas, a todo instante usamos o valor da confiança.

E isso se repete em todas as relações, quer sejam profissionais, sociais, amorosas e etc.

Afinal, quando você vai viajar de avião, ao embarcar, você pede a comprovação da qualificação do piloto e sua tripulação?

Não. Você confia que se eles estão lá para desempenharem aquela função é por que são qualificados para tal.

Da mesma forma, independente do acesso aos dados específicos de quem criou o código de ética do administrador, acreditamos que eles atendam aos requisitos citados acima.

  • valor da verdade – quando presuma-se que a informação ou situação exposta seja verdadeira.

Na RN CFA Nº 04/79 encontramos a informação de que o estabelecimento do Código de Ética para os profissionais da Administração visava regular a conduta moral e profissional e
indicar normas que deveriam inspirar o exercício das atividades profissionais.

A alteração ao código feita em 2018, descreve que o cumprimento das finalidades institucionais do Conselho Federal de Administração inclui o permanente zelo com a conduta dos profissionais inscritos nos quadros dos Conselhos Regionais de Administração.

Baseados nessas afirmações e no princípio da verdade, os administradores podem então cumprir as diretrizes de seu código de ética e fazer valer o seu dever de fiscalização e denúncia em caso de desvios.

Dessa forma a profissão é valorizada e respeitada e o mercado de trabalho se torna mais justo para todos os profissionais da área.

Segundo o professor e filósofo Clóvis de Barros Filho, o conceito de ética refere-se ao zelo coletivo pela convivência.

A ética é a identificação daquilo que é melhor para todos e que deve superar o que é melhor para cada um. É portanto uma vitória do bem comum sobre os interesses privados.  Clóvis de Barros Filho.

Para finalizar, a questão que trazemos para todos nós, administradores, é:

As posturas administrativas, das corporações e dos administradores que as compõem, refletem o Código de Ética do Administrador?

Nesse vídeo, Clovis de Barros fala sobre os valores citados acima e outros que são abordados de uma forma clara e simples.

Vale a pena assistir.

 

 

 

 

 

 

 

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